Segunda volta da eleição presidencial na Guiné-Bissau: Umaro Sissoco Embalo convidado a ser prudente.

O sucesso de Donald Trump na eleição presidencial de 2016 nos EUA, mostrou que uma eleição nunca é ganha de antemão. Esta lição servirá às tropas do general Embalo. Ele não deve descansar sobre os louros, em alguns dias antes da segunda volta. Isso, num contexto em que a comissão eleitoral é mantida sob suspeita legítima, por ter sido frequentemente um instrumento para a devoção total do PAIGC.


Ao finalizar um acordo com Nuno Gomes Nabiam, nesta terça-feira em Dakar, em presença do Partido de Renovação Social (Prs), Umaro Sissoco Embalo aborda a reta final da eleiç
ão presidential da Guiné-Bissau, com o favor das previsões. Isso, considerando o princípio da automação do adiamento das votações na segunda volta, já que ele tinha beneficiado, antes, do apoio de grandes leaders falhados durante a primeira volta.

No entanto, os novos aliados não terão que descansar sobre os louros, porque há ainda um longo caminho a percorrer. Nunca se está fora de uma reviravolta espetacular do Partido Africano pela Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que, além de contar com o apoio de uma determinada comunidade internacional, tem uma influência sobre a comissão eleitoral. Para constar, nas últimas eleições legislativas, o MADEM (G-15) tinha sido privado de três cadeiras por esta comissão. Além disso, no final da primeira volta da eleição atual, o candidato Emabalo poderia ter atingido a marca de 33%, se o processo fosse transparente. Na segunda volta, o ideal é apontar para um hiato de 10%, para contrabalançar os efeitos de irregularidades que não vão faltar.

Para realizar esse trabalho de controlo antecipadamente, é necessária uma malha do território nacional. Cada aliado tem a obrigação de voltar para fazer a campanha na sua fortaleza. Uma opção que pede, obviamente, uma importante logística e muitos meios.

Além disso, o líder de geração, Embalo, deve capitalizar seu louvável recorde quando estava no negócio, nomeadamente, na Primature. Ele beneficiaria ao vender aos eleitores que esperam algo de concreto, o projeto para acabar este trabalho já iniciado, uma vez eleito Presidente da República. Porque neste país, tudo é urgente e é necessário anunciar medidas fortes para tranquilizar um eleitorado cuja confiança, muitas vezes, foi traída.

A experiência mostrou que o período entre as duas voltas é o tempo de novas amizades, assim como o das  traições inimagináveis, através do jogo da reclassificação política. Respeito a isso, Umaro Sissoco Embalo terá interesse a desconfiar-se de alguns conselheiros obscuros, que são adeptos do jogo duplo.

 

 

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